terça-feira, 13 de novembro de 2012

Sufoco na saída da Ilha de Itaparica

Depois de tudo pronto – todos os detalhes apurados – voltamos a sentir o drama da incompetência de gestão do Detran/BA em Santo Antônio de Jesus. A documentação da VAN estava tramitando desde o dia 17 de agosto e até a saída da Ilha os documentos básicos estavam sendo aguardados sem nenhuma perspectiva. Descobrimos que o DETRAN/BA havia perdido os documentos da transferência e estavam deixando a situação rolar – até que – de forma elegante a Expedição ancorou e anunciou que só partiria com o DUT e a documentação completa. RESULTADO – mobilizaram toda a estrutura administrativa e nos liberaram às cinco da tarde da quinta – feira dia 09. Com isso, além do sufoco – fiquei devendo uma visita ao amigo médico Nicandro Macedo e a dupla Gildásio e Elvis (que não é o Presley). Saímos de Santo Antônio de Jesus com a documentação completa – não precisou muito barulho – porém, com as baterias descarregadas pelo envolvimento no sufoco de ter que partir já fora do tempo previsto. Essa largada nos levou até Cândido Sales – perto de Vitória da Conquista – de onde partimos, bem cedinho, deslizando pela BR 116 – a Velha Rio / Bahia – até a saída para Montes Claros – capital do Norte das Minas Gerais. Largada em grande estilo com direito a reencontro com o Velho Chico em Pirapora – cidade de onde saíam os antigos vapores que deslizavam até Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).
Rumo a Montes Claros/MG - Foto: Victor Vargas

Para quem precisa de informações – a pista está perfeita até Montes Claros – o combustível diesel com um preço maior que na Bahia – variando na média do mercado nacional – entre 1.98 e 2.10 – o S50 batendo nos 2.20 – porém rendendo mais e poluindo menos.
 
Rumo a Uberlândia
Já no clima das Minas Gerais – atravessamos Salinas – a terra da Pinga Boa – cortando a terra vermelha e rica em direção ao fértil Triângulo Mineiro. Estrada boa com a paisagem da riqueza produtiva do agronegócio em uma das regiões mais férteis do País. Queijo de primeira e as “pingas mais famosas” das Minas Gerais - cortamos também a simpática Patos de Minas – Uberlândia é cidade-pólo, com cerca de 800 mil habitantes e com uma estrutura de respeito aos seus cidadãos. Tudo muito funcional e com características de desenvolvimento notável e proporcionando um fluxo de nordestino – que, segundo a Associação dos Nordestinos de Uberlândia, com cerca de 80 mil famílias trabalhando na produção de riquezas desta região considerada uma das mais férteis e produtivas do País.

A visita a uma UAI (Unidade de Atendimento Integrado), órgão da Secretaria Municipal de Saúde  - nos proporcionou a ideia de como funciona a saúde pública em um município que repeita os seus filhos e aos que estão de passagem. Parabéns aos gestores de Uberlândia. Parece que Uberlândia está pertinho de tudo – vida própria – Porto Seco – indústrias – enfim, em desenvolvimento, só perde para Campinas em São Paulo.
 
Feira de Artesanato em Uberlândia - Foto: Victor Vargas

Passamos o domingo na Feira de Artesanato da Praça do Terminal no Centro da cidade – fizemos os primeiros contatos com o povo de Uberlândia, com os artesãos que vivem na cidade e – principalmente – iniciamos as negociações – via Associação dos Nordestinos – de um grande evento no próximo mês de junho de 2013 – com intercâmbio, palestras, shows, oficinas de artesanato – com foco na grande colônia nordestina e no povo alegre da mineirada uberlandense.
Depois da Feira – Exposição Itinerante e intercâmbios sócio-culturais, partimos em direção a Campo Grande – capital do Mato Grosso do Sul. Vamos que vamos na direção da Cordilheira dos Andes. A Orquestra Sanfônica do Mestre Luiz Galdino, Gonzaga e Vitalino nos acompanham nesta viagem rumo às culturas andinas. Estamos bem e vamos cumprindo as metas desta rota – a próxima grande atração será o Pantanal no Mato Grosso do Sul. Como diria o amigo quéchua – ARY, estamos todos bem!!!!!! 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Depois de Alagoas e Sergipe - Bahia!

Depois de um belo café da manhã no Maysa Plaza Hotel com o amigo Fernando Antonio, tomei o rumo do estradão, precisamente às sete da matina. Os ventos soprando a favor, deslizei pelo Agreste e entrei na Mata Sul de Pernambuco – cortei os canaviais, a reserva de Mata Atlântica em São José da Laje e fui tomar um café em Messias. Abandonei a BR 104 no “Fim de Linha”, entrei na BR 101 e saí danado pra beira do Velho Chico – avistando Propriá entrava também em Sergipe. Tempo bom, a duplicação da 101 vai melhorar o fluxo de cargas e de turismo na região do cânion e principalmente na área de beira-mar e encontro do Velho Chico com o mar – é surpreendente – “Deus é Brasileiro” mostrou para o mundo.


Posando na entrada de Sergipe - Propriá com o Hotel Velho Chico compondo o cenário na barra da minha amiga que vende artesanato de Carrapicho - Foto: Victor Vargas

No final da tarde, deixei a 101 em Estância – quebrei para a Linha Verde e fui bater – direto, sem escala –em Lauro de Freitas (que virou um bairro de Salvador) – onde reencontrei a família do parceiro (Beth, Mariana, Fernanda e o Velho Ney) – ganhei um co-piloto e outros bichos mais – O Rei da Caranguejada e Moqueca de Vermelho –meu amigo e primo Marco Aurélio – que, literalmente desbundado (tomou uma queda feia do telhado), se apresentou com a bagagem e o sonho de conhecer o Pantanal e as Cordilheiras.

 
Duplicação da BR 101 entre Aracaju e Estância - Foto: Victor Vargas
Agora no plural, cortamos Salvador – via a Fonte Nova se vestindo para a Copa e pegamos a Ferry sem horário – a bagunça continua reinando na travessia da Baía de Todos os Santos –e fui bater em casa na Barra do Gil – na querida Vera Cruz, na Ilha de Itaparica – nos últimos minutos do dia – cansado – fui “comer água” e dar início ao final da produção de saída rumo à Cordilheira.
Com o carro sem a documentação– dei entrada no dia 17 de agosto deste ano em Santo Antônio de Jesus – onde funciona a regional do Detran/BA que atende Vera Cruz – estou prevendo um dia difícil de negociação e vibro para que o pior não aconteça – ou seja – problema que me impeça de rodar – logo na saída!!!!
Vou cuidar que o dia clareou, nublado com a passarada dando CONSERTÃO!!! Estou torcendo para não ter problema com o Detran da Bahia - prevejo que o “bicho vai pegar” e o bom senso tem que prevalecer!!!


domingo, 4 de novembro de 2012

Do Agreste de Pernambuco à Baía de Todos os Santos e Encantos

Estou dando os retoques finais para partir na segunda Expedição rumo à Cordilheira dos Andes. O frisson de encarar as estradas e carreteiras ultimam as providências para evitar problemas que possam transformar a viagem em desafios atemporais. A Van Ducato foi revisada e agora tem autonomia de 10 mil quilômetros.  Otimismo e muita esperança de cortar dez Estados no Brasil e as Cordilheiras Blanca e Negra - na Bolívia e Peru, nos impulsionam a contar os minutos para nos vermos, juntos com os personagens das culturas populares a que vamos dar carona por todo o nosso trajeto de Pantanal, montanhas, lagos, cerrados e florestas – dos Povos da Cordilheira aos Povos da Floresta – o impacto de culturas populares na trilha sonora das sanfonas afinadas da Orquestra Sanfônica do Mestre Galdino e da sanfona do Mestre Luiz “Lua” Gonzaga – tudo isso com os solos de pífanos do Mestre Vitalino de Caruaru.
Orquestra Sanfônica - obra do Mestre Luiz Galdino
“Se for pra ir, vambora “– a caravana deve partir a qualquer momento a partir deste sábado dia 03 de novembro – vou direto ao paraíso dos Tupinambás me lambuzar de moqueca de siri catado e armar a saída final! Vou ilustrar este primeiro compromisso de escrever diariamente, sob forma de diário - com uma imagem do pessoal que vai me acompanhar – em Caruaru aguardo a hora chegar!!  Harebo!!
EM TEMPO – Hoje, domingo, dia 04 de novembro – estou tentando sair – pequenos detalhes de ajustes e uma visita de saideira ao Alto do Moura. Ontem fui socorrido pelo amigo ortodontista Zenaldo Ferro, que deu um retoque na reta final do tratamento – o braquete caiu!!
 
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Projeto Pachamama - Expedições na Cordilheira: Exposição Itinerante da Arte no Barro de Caruaru


Intercâmbio de Culturas Populares
Cusco/Peru e Caruaru/Pernambuco - Brasil

Estamos dando início à segunda etapa do Projeto Pachamama - Expedições às Cordilheiras, iniciado em 2008, com a Expedição "Da Capital do Forró à Capital do Império Inka".
Proposta
 
Dentro de um roteiro proposto para conclusão da 2ª etapa do Projeto “Da Capital do Forró à Capital do Império Inka” – gerando intercâmbio de culturas populares entre dois grandes Centros de Artes do Brasil e do Peru – Caruaru (Capital do Forró) e Cusco (Capital do Império Inka) – e seus artistas (neste etapa com foco na música e artesanato) – a Exposição Itinerante de Arte no Barro de Caruaru vai oportunizar o contato direto com as entidades gestoras da área cultural nas cidades de Vitória da Conquista (BA), Uberlândia (MG), Campo Grande (MS), Cusco (Peru) e Rio Branco (AC), com propostas de intercâmbio previsto para os meses de junho – Inti Raymi – Festa do Sol (evento do calendário oficial cusquenho) e julho – festejos julinos do Acre – evento promovido pela Fundação de Cultura Elias Mansour, no ano de 2013.
Exposição, oficinas e forró
A 2ª etapa do Projeto “Da Capital do Forró à Capital do Império Inka” terá como foco principal o contato direto com os gestores das áreas do turismo e da cultura, da comercialização de peças artesanais e dos contatos para exposição e oficinas do artesanato de Caruaru, através do multiartista Biu do Pife e a sua Banda de Pífanos Princesa do Agreste e do Mestre Luiz Galdino – artesão e também forrozeiro, nas cidades de Cusco - Peru e Rio Branco no Acre - (Capital dos Povos da Floresta). A expedição/exposição 2012 prevê o permanente intercâmbio das culturas populares, especialmente no forró pé-de-serra, na banda de pífano e no artesanato no barro de Caruaru.
Intercâmbio
Motivação maior da primeira expedição com a marca Victor Vargas – “Da Capital do Forró à Capital do Império Inka” - culturas populares do Nordeste do Brasil e dos povos andinos e da floresta amazônica terão intercâmbio proposto na rota dos principais sítios arqueológicos peruanos e bolivianos – como Machupicchu (uma das Sete Maravilhas do Mundo - Peru) e Tiwanaku (Bolívia), assim como os místicos Lago Titicaca e Vale Sagrado dos Inkas – e nas cidades  de Arequipa e Lima, no Peru, e Copacabana e La Paz, na Bolívia. Cusco – “Umbigo do Mundo” para o povo quéchua / inka – será um capítulo à parte – o projeto prevê a inclusão de intercâmbio para o mês de junho de 2013 dentro dos festejos da cidade de Cusco – evento que reúne todas as correntes das culturas populares andinas e milhares de turistas na Inti Raymi (Festa do Sol). Em Rio Branco – Acre, a conclusão da primeira etapa prevê a participação em intercâmbio, para o mês de julho, dentro dos Festejos Julinos – o junino do Nordeste – evento promovido pelo Governo do Acre.
Orientação e guia
O nosso projeto prevê ainda, através dos veículos de comunicação, informar e servir de referência para quem vai cruzar a rota da Expedição – apoios como hotéis, restaurantes, pousadas, culturas e estado das estradas e carreteras. Quem estiver nesta sintonia vai ter uma visão atualizada da realidade de trafegar nas regiões que serão cortadas e visitadas pela expedição/exposição. O dia a dia vai estar disponível no já existente vicvargas.blogspot.com
Comunicação Integrada
 
Toda a expedição e exposição desta 2ª etapa do Projeto "Da Capital do Forró à Capital do Império Inka" terá o registro jornalístico, através das redes sociais, blogs, sites e mídia nas cidades de Vera Cruz (BA), Vitória da Conquista (BA), Uberlândia (MG), Campo Grande (MS), Cusco (Peru) e Rio Branco (AC).
 
Blog da Expedição
Aqui no blog que reabro hoje, com o apoio irrestrito e decisivo da jornalista Gabriela Kopinits, vou postar diariamente o dia a dia da Expedição/Exposição Itinerante da Arte no Barro de Caruaru. Será possível a troca de experiências e energia neste empreendimento que vai requerer toda uma atenção de 24 horas durante 30 dias.
Antecipadamente, agradeço os apoios dos Mestres Luiz Galdino e Biu do Pife, do Maysa Plaza Hotel – www.maysaplazahotel.com.br, da Federação das Cooperativas de Infraestrutura do Estado de Pernambuco, da Cafrio Refrigeração e a sempre parceira Núcleo Digital. Grato pelo crédito e tenham a certeza de que vamos emocionar a América do Sul com a magia do artesanato e da música de raiz focada nos pífanos e sanfonas.
Para abrir este primeiro post no nosso vicvargas.blogspot.com da Expedição/Exposição 2012 vou ilustrar com a lateral da VAN, que vai me acompanhar, com a Orquestra Sanfônica do Mestre Galdino – juntos, vamos encarar mais este desafio e os Estados de Alagoas, Sergipe, Bahia (Ilha de Itaparica), Minas Gerais, Mato Grosso do Sul (Pantanal) e do Norte, Acre, Rondônia, Goiás e Brasília no Brasil e as Cordilheiras dos Andes – Peru e Bolívia e as fantásticas Florestas Amazônicas. Estaremos aguardando toda a força, sempre decisiva - que certamente virá de vocês, leitores e amigos.
 
Rota da Expedição/Exposição
Partida: Caruaru (PE)
 
1 – Etapa 1 – Vera Cruz (BA) a Vitória da Conquista (BA)
2– Etapa 2 – Vitória da Conquista (BA) a Uberlândia (MG)
3 – Etapa 3 – Uberlândia (MG) a Campo Grande (MS)
4 – Etapa 4 – Campo Grande (MS) a Corumbá (MS)
5 – Etapa 5 – Corumbá (MS) a Santa Cruz de La Sierra (BO)
6 -  Etapa 6 – Santa Cruz de La Sierra a Cochabamba (BO)
7 – Etapa 7 – Cochabamba (BO) a La Paz (BO)
8 – Etapa 8 –  La Paz (BO) a Puno (PE)
9 – Etapa 9 –  Puno (PE) a Cusco (PE)
10 – Etapa 10 –  Cusco (PE) a Rio Branco (AC
11 – Etapa 11 –  Rio Branco (AC) a Vera Cruz (BA)
TOTAL DA QUILOMETRAGEM QUE DEVERÁ SER PERCORRIDA
Vera Cruz/Cusco/Vera Cruz – volta por Rio Branco (AC)..........................................................................10.435 km
Brasil...............................................8.285 km
Bolívia e Peru..................................2.150 Km
A previsão é que a Expedição seja realizada num período de 25 a 30 dias. O saldo da Expedição/Exposição será apresentado com uma mostra fotográfica e o dia a dia será detalhado através do blog  vicvargas.blogspot.com.
Que Pachamama nos acompanhe e que os Apus Sagrados nos protejam! Hare Pachamama! Hare Bo!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Expedição é notícia na imprensa



06/02/2009 - Capa 2
Da Capital do Forró à Capital do Império Inka
Expedicionários voltam trazendo belas imagens e promessa de intercâmbio cultural
Gabriela Kopinits

Foram quase 14 mil quilômetros e 18 dias de estrada, cruzando três países: Brasil, Bolívia e Peru. A expedição "Da Capital do Forró à Capital do Império Inka", formada por um casal de jornalistas e a filhinha de quatro meses, saiu de Caruaru no dia 9 de novembro com destino a Cusco, no Peru, onde chegaria no dia 27. O carro, uma caminhonete Nissan Frontier, foi especialmente preparado e envelopado para a aventura, estampando figuras da cultura popular nordestina e as bandeiras dos países e dos principais Estados por onde passaria. A expedição foi idéia do jornalista e cientista social Victor Vargas. Ele queria divulgar a Capital do Forró e promover um intercâmbio entre as culturas populares do Nordeste brasileiro, representada por Caruaru, e da Cordilheira dos Andes, representada por Cusco, a Capital do Império Inka. Na bagagem, os jornalistas levaram esculturas em barro do artesão Luiz Galdino, do Alto do Moura, e cd's da Banda de Pífanos Princesa do Agreste, do Mestre Biu do Pife.

ENERGIA REDOBRADA

Foi preciso coragem e disposição para fazer uma viagem tão longa, dirigindo cerca de 10 horas por dia, acompanhado apenas pela mulher e pela filha, um bebê que completou quatro meses na estrada. A idéia - audaciosa para muitos - teve o apoio da família e dos amigos, que puderam acompanhar tudo pela Internet, através do endereço vicvargas.blogspot.com, onde o casal publicou belas fotografias, impressões da viagem, dicas de gastronomia e até folclore andino. No total, a expedição durou 71 dias, com a primeira parada na paradisíaca Ilha de Itaparica, "para tomar a bênção de Todos os Santos", diz o comandante da aventura, Victor Vargas. Da Bahia, passou pelo Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A entrada na Bolívia foi por Puerto Suarez, no dia 23 de novembro. De lá, foram a Santa Cruz de la Sierra, Cochabamba, La Paz, Copacabana - a capital boliviana do Lago Titicaca - e Kasani, fronteira com o Peru. Aqui, vale fazer um parêntesis para destacar o Titicaca, o mais alto e maior lago em volume de água do mundo, de onde a mitologia diz terem saído os primeiros inkas, Manco Capac e Mama Ocllo, por volta de 1100 AD. A entrada no Peru foi por Puno, a Capital do Folclore Peruano, numa altitude de 3.850 metros acima do nível do mar.

"UMBIGO DO MUNDO"

O momento mais aguardado, a chegada a Cusco, Capital do Império Inka e Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, aconteceu depois de 18 dias de estrada, mas o esforço valeu. Cusco, chamada "Umbigo do Mundo" - leitura quéchua para Qosqo, é o maior conjunto arquitetônico do barroco hispânico e capital de uma das civilizações mais avançadas da humanidade. Lá, o grupo teve uma reunião com a prefeita Marina Sequeiros Montesinos e com o presidente da Empresa Municipal de Festejos - Emufec, Geovanni Madrid. Os jornalistas querem levar uma banda de pífanos de Caruaru e fazer uma exposição de artesanato, literatura de cordel, dança e fotografia, mostrando um pouco da rica cultura popular nordestina do Brasil no Inti Raymi, o evento mais importante do calendário cultural peruano, que todo ano atrai milhares de turistas do mundo inteiro para as antigas fortalezas inkas. Sugestão aceita, os expedicionários entregaram à prefeita e ao presidente da Emufec uma peça do artesão caruaruense Luiz Galdino e CDs de música regional nordestina, para que eles tenham uma mostra do que Caruaru tem a oferecer. O Inti Raymi, a tradicional Festa do Sol dos inkas, é realizado no mês de junho, quando Caruaru promove a mais famosa festa de São João do Brasil. Se tudo der certo, a caravana de artistas da Capital do Forró será uma das atrações internacionais convidadas para participar das festas juninas de Cusco, quando esta comemora 25 anos como Patrimônio da Humanidade.


Victor (terceiro da esquerda para a direita) na cerimônia inka de solstício de verão em Pisaq - foto: Gabriela Kopinits

VALE SAGRADO

Missão cumprida, o grupo foi conhecer a cosmopolita Cusco, permeada de história, onde a maioria dos prédios do centro da cidade foi construída pelos conquistadores espanhóis com pedras retiradas dos monumentos inkas, hoje ruínas. Tanta beleza teve que ser registrada pelas lentes dos jornalistas, que preparam uma exposição fotográfica. "Visitamos os templos de Saqsaywaman, Q'oriqancha e Puka Pukara, fomos a Taray, Calca, Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero, Ccorao e sua escola de cerâmica, Moray e Urubamba, no Vale Sagrado dos Inkas, sem esquecer, claro, de Machupicchu", diz Victor Vargas.A expedição começou a viagem de retorno no dia 4 de janeiro. A chegada a Caruaru foi no último dia 25, mas o grupo não pensa em descansar. Agora é preparar tudo para a volta em junho, para participar da cerimônia de solstício de inverno e do Inti Raymi. "Além do intercâmbio cultural, pretendemos guiar grupos interessados em conhecer a cultura inka e os encantos da Cordilheira dos Andes e do Lago Titicaca", ressalta o jornalista. Alguém se aventura?

Chola vendendo artesania em Cusco - foto: Victor Vargas

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Domingo – dia 25 de janeiro – Caruaru
Resolvemos transformar a nossa “Expedição” em exposição fotográfica e fonte de pesquisa para quem quer viajar por uma rota muito conhecida e fascinante – saindo do Nordeste do Brasil e chegando via Bolívia à Capital do Império Inka – Cusco com direito ao Vale Sagrado, Lago Titicaca – Machupichu – uma das Sete Maravilhas do Mundo e La Paz com Altiplano Boliviano.
Vamos trabalhar também o retorno, com um grupo de amigos, no mês de junho – para participação na Cerimônia de Solstício Inka – entrada do inverno – Festa do Sol (Inti Raymi), Machupicchu e tour por Cusco – o melhor do barroco hispânico – Inka, Valle Sagrado de los Inkas, San Blás – com direito a shows folclóricos e o melhor da culinária Criolla/Andina!!
Vamos agora com alguns números e roteiros!

Exposição Da Capital do Forró à Capital do Império Inka

* Número de dias:

- Estrada – 18
- Rio de Janeiro – 7
- Cusco – 38
- Ilha de Itaparica - 8

Roteiro da ida
* Caruaru (PE) / Ilha de Itaparica (BA) / São Mateus (ES) / Rio de Janeiro / Boituva (SP) / Água Clara (MS) / Campo Grande (MS) / Santa Cruz de la Sierra (Bol) / La Paz (Bol) / Puno (Peru) / Cusco (Peru).

Roteiro de volta
* Cusco (Peru) / Puno (Peru) / Cochabamba (Bol) / Santa Cruz de la Sierra (Bol) / Corumbá (MS) / Ribas do Rio Pardo (MS) / Patos de Minas (MG) / Vitória da Conquista (BA) / Ilha de Itaparica (NegritoBA) / Caruaru (PE).

Cidades /pernoites / diárias

1 – Ilha de Itaparica (BA) – 8 – ida e volta – em casa!

2 – Vitória da Conquista (BA) – 1 – volta – 30 reais!

3 – São Mateus (ES) – 1 – ida – 60 reais

4 – Rio de Janeiro – 7 – ida – em casa!

5 – Boituva (SP) – 1 – ida – 50 reais!

6 - Água Clara – (MS) – 1 – ida – 90 reais!

7 – Campo Grande (MS) – 1 – ida – em casa

8 - Corumbá (MS) – 2 – ida e volta – 160 reais

9 – Santa Cruz de la Sierra (BOL) – 2 – ida e volta – 50 dólares

10 – Cochabamba (BOL) – 2 – ida e volta – 25 dólares

11 – La Paz (BOL) – 1 – ida – 20 dólares

12 – Puno (Peru) – 2 – ida e volta – 30 dólares

13 – Cusco – 38 – 250 dólares

14 – Ribas do Rio Pardo (MS) – 1 – volta – 50 reais

15 – Patos de Minas (MG) – 1 – volta – 60 reais

Cidades visitadas no Vale Sagrado
- Pisaq
- Chinchero
- Ollantaytambo
- Ccorao
- Urubamba
- Águas Calientes
- Machupicchu

Custos Operacionais
- Óleo Diesel + outras despesas – R$ 4.000
- Hotel – 500 reais + 375 dólares
- Refeições – 1 mil reais (média)
- Pedágios – Brasil / Bolívia / Peru – 200 reais em média
- Propina – 50 dólares
- Outras despesas – a calcular
CUSTO FINAL - + ou – 8 mil reais.

Quilometragem
- Caruaru / Cusco / Caruaru – o trajeto total entre as duas cidades – com passagem pelo Rio de Janeiro e volta por Minas Gerais – varia 11 mil e 500 a 12 mil quilômetros + trânsito no geral – 2 a 2 mil e 500 kilômetros.

- Os números são aproximados – rodamos bastante no Rio de Janeiro, na Ilha de Itaparica e principalmente em Cusco e no Vale Sagrado.

domingo, 25 de janeiro de 2009


Rio Paraguaçu - Cachoeira de São Félix/BA - foto: Victor Vargas

71º dia – domingo – dia 18 - Ilha de Itaparica/ Caruaru
Vamos fazer um balanço geral – com números e roteiros da nossa Expedição "Da Capital do Forró à Capital do Império Inka" – assim que pudermos – logo na chegada em Caruaru!
Saímos cedo! Despedidas e saída da Ilha de Itaparica – optamos por sair pela BR 101 – cortamos Nazaré das Farinhas – passamos por Santo Antônio de Jesus no encontro com a BR – cortamos o Rio São Francisco - deslizamos até a saída para Arapiraca – Palmeira dos Índios – subimos a Serra das Pinhas – entramos em Pernambuco por Bom Conselho – logo apareceu Garanhuns – descemos a Serra e chegamos em Caruaru com 850 kilômetros rodados às 8 horas da noite!! Era o retorno de uma Expedição recheada de emoções e com visões de regiões consideradas especiais na geografia do mundo do turismo internacional! Amanhã, vamos fechar com números algumas sugestões para quem pretende conhecer o inóspito e parte do que sobrou – ruínas e personagens de um dos impérios mais importantes constituídos na história da humanidade – “O Império Inka”!!!!!

Delícia baiana - a moqueca - site Viva Brazil

70º dia – sábado – dia 17 - Ilha de Itaparica
Arrumação e despedidas na Ilha de Itaparica!! Banho de mar regado com cervejas e delícias da culinária afro-bahiana, como essa moqueca, receita seguida pelo nosso amigo Marquinhos, que cozinha divinamente!!



Moqueca baiana

Ingredientes:


2 kg de peixe robalo ou vermelho em postas
3 tomates sem sementes em cubos
2 cebolas em cubos
1 molho de coentro picado
Suco de 4 limões médios
200 ml de azeite de dendê
500 ml de leite de coco
Sal a gosto

Modo de Preparo:


Lave bem as postas de peixe e reserve . Misture a cebola, o tomate, o sal e o coentro picado
Em uma panela de barro, faça camadas de peixe e temperos, começando e terminando com os temperos. Regue com o leite de coco e leve ao fogo alto com a panela destampada por 15 minutos. Quando estiver fervendo, regue com o azeite de dendê e aguarde levantar fervura novamente, ainda com a panela destampada. Regue com o suco de limão quando estiver borbulhando e tampe a panela, deixando o prato apurar por mais 15 minutos.
Sirva com arroz branco, pirão feito com o caldo da própria moqueca e molho de pimenta.

*Imagem do site www.vivabrazil.com/vivabrazil/moqueca.htm

Dolce far niente - foto: Gabriela Kopinits

69º dia – sexta – dia 16 - Ilha de Itaparica
Banho de mar na Ilha de Itaparica! Com direito de mirar Salvador e se lambuzar de moquecas de peixe vermelho, siri catado e lambretas de entrada!!

Papoulas na ilha - foto: Victor Vargas

68º dia – quinta – dia 15 - Ilha de Itaparica
Observamos a maré encher e vazar! Passeios em Vera Cruz – capital do lado Salvador da Ilha – a localidade onde está o comércio varejista, as agências bancárias e a estrutura de poder do município – na realidade a questão foi política – veja só! Ilha de Itaparica – a maior ilha marítima do País – dois municípios – de um lado – aquele que dá pras ilhas de Maré – do Medo – dentre outras – com visão pro Recôncavo – a capital aí é Itaparica – cidade que dá nome à ilha – com casario colonial – porto – marina e todos os quitutes da culinária afro-bahiana – terra de terreiros da essência do candomblé e berço dos Tupinambás – acho exagero dois municípios – é o mesmo sol e omesmo acarajé!! É sempre bom estar na Ilha!!! Vamos fazer um balanço geral da Expedição logo na chegada em Caruaru!! Números e roteiros para quem se interessar!!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009




Batismo nas águas de Mamanjá - Odo Iya!!! - foto: Gabriela Kopinits

67º dia – quarta – dia 14 - Ilha de Itaparica
Batizamos Pitchu Pitchu nas águas de Mamanjá com a presença da Vó Minininha e dos amigos Geovana, Hugo e Joelita. Cuscuz, bolo e mingau - tudo de tapioca. Estamos nos recuperando e vamos partir para fechar a Expedição! Continuamos aguardando os resultados do Conselho da Empresa de Festejos de Cusco e da Universidad Nacional San Antonio Abad del Cusco – estamos bem e esperançosos, descansando na Ilha de Itaparica!! Ari Munani!!



O paraíso tem nome e sobrenome: Ilha de Itaparica - foto: Victor Vargas

66º dia – terça – dia 13 – Ilha de Itaparica
Vistamos a sede do município e nos deleitamos com o melhor acarajé da Ilha. Sol quente e clima de verão na Ilha. Estamos todos bem e nos preparando para a reta final da Expedição – resolvemos cortar Salvador e realizar algumas visitas a pessoas queridas e à Igreja do Senhor do Bonfim para agradecimentos e recarga de energia!!!

"o barquinho vai, a tardinha cai" - foto: Gabriela Kopinits

65º dia – segunda – dia 12 – Ilha de Itaparica
Descanso e banho de mar na Isla de Itaparica. Estamos na Barra do Gil – localidade de Vera Cruz – olhando para Salvador!!
Casario de Itaparica - foto: Victor Vargas


Memórias de um passado nobre na Penha - foto: Gabriela Kopinits

Sobrado na ilha - foto: Victor Vargas
Vera Cruz
Localizado na Ilha de Itaparica - a maior ilha marítima do Brasil - o município de Vera Cruz ocupa 87% da área da Ilha.Em 1553, ainda habitada por índios Tupinambás, a Ilha é doada pelo 1º Governador do Brasil, Tomé de Souza, à sua tia, Dona Violante.O primeiro povoado surge no ano de 1560, quando os portugueses erguem, na localidade denominada Baiacu, a primeira igreja da Ilha ( 2ª Matriz do Brasil ), sob as bênçãos do Nosso Senhor da Vera Cruz; daí a origem do nome do Município. Durante mais de um século, a Ilha é local de plantação de cana-de-açúcar e de criação de gado bovino; em seguida, a pesca da baleia passa a ser a principal atividade econômica até o final do século XVIII. Vera Cruz emancipa-se politicamente, desmembra-se do município de Itaparica por força da Lei Estadual nº 1773/62. Com o passar dos anos, rapidamente Vera Cruz assume a sua verdadeira vocação, tornando-se um dos pontos turísticos mais visitados do país e o primeiro destino turístico da Bahia.

Por Zéu Barbosa – site da Prefeitura de Vera Cruz – Isla de Itaparica



A bella Isla de Itaparica - igrejinha da Penha - foto: Victor Vargas

64º dia – domingo – dia 11– Vitória da Conquista / Ilha de Itaparica (BA)
Saimos cedo de Vitória da Conquista – talvez a cidade mais fria do Sudoeste bahiano e deslizamos pela BR-116, a Rio–Bahia, até Jequié – onde entramos para fazer a travessia para a BR-101 – passamos por pueblocitos bahianos e chegamos a Laje – na beira da BR-101! A estrada está em petição de miséria, esburacada e sem sinalização.


Rapidamente alcançamos Santo Antônio de Jesus, deixamos a 101 e pegamos a BA 01 – passando pela famosa Nazaré das Farinhas – terra dos Caxixis! Entramos na Ilha de Itaparica por volta das 13 horas e fomos almoçar com Minininha e Tyson na Barra do Gil! Vamos fazer uma paradinha para descanso da Cia que ninguém é de ferro – vamos tirar a inhaca da Bolívia e nos recarregarmos para a reta final da Expedição em Caruaru – banho de mar e o melhor da culinária afro – haja acarajé!!!



Estradão e lua cheia para a Bahia de Todos os Santos - foto: Gabriela Kopinits

63º dia – sábado – dia 10 – Patos de Minas / Vitória da Conquista (BA)
O café da manhã foi num posto de gasolina com direito a conversa com a esposa de um caminhoneiro de Mossoró, no Rio Grande do Norte! Pense num Estado grande! Sabíamos que estávamos cortando Minas pelo meio! Região rica e caminho para Pirapora e Montes Claros! Estávamos chegando na pontinha do mapa da divisa com a Bahia. Almoçamos na Pólo Montes Claros e percebemos a mudança radical de paisagem! Vimos o Rio das Velhas e sentimos a energia do Velho Chico! Antigamente, o vapor saía de Pirapora e ia até Juazeiro na Bahia – divisa com Pernambuco, em Petrolina – hoje essa viagem ficou inviável pela ação do tempo e os bancos de areia no percurso do Vapor – barragens e hidroelétricas deixaram as populações ribeirinhas isoladas! Entramos na Rio – Bahia no final da tarde e tomamos o rumo de Vitória da Conquista – onde dormimos e nos deliciamos com uma Marguerita made in Bahia!! Ari munani – rumo à Ilha!!!

Design futurista na divisa MS/MG - foto: Victor Vargas

62º dia – sexta – dia 09 – Ribas do Rio Pardo / Patos de Minas (MG)
Passamos uma noite tranqüila em Ribas – percebemos que a pequena cidade – na pontinha do mapa – perto de Água Clara – é colônia dos paranaenses da soja. Optamos por cruzar o Estado de Minas Gerais – muito grande - e entrar pelo Sudoeste bahiano com acesso pela famosa Rio – Bahia. Saimos cedo e logo cortamos a pontinha do mapa no Mato Grosso do Sul. A entrada em Minas Gerais foi festejada sob uma ponte com design futurista e marco da arquitetura mineira.
Região de terra vermelha e fértil - foto: Victor Vargas
Sentimos o paladar da comidinha caseira mineira em Iturama – passamos a tarde cortando as Minas Gerais – Campina Verde e logo na sequência a majestosa Uberlândia – estrela do triângulo mineira e pólo de irradiação de riquezas com indústrias e pastos reluzentes de boi zebu!! Levamos um tempão cortando o triângulo e fomos dormir em Patos de Minas – outra cidade-pólo e com destaque numa agropecuária que é referência no país. Patos de Minas é centro de uma das regiões mais frias de Minas Gerais. Dormimos bem e nos deliciamos na noite do interior mineiro!!

Solo rico e fértil do Mato Grosso - foto: Victor Vargas

61º dia – quinta – dia 08– Corumbá (MS) / Ribas do Rio Pardo (MS)
Perdemos o café da manhã, nos atrapalhamos com o fuso horário e tivemos que voltar à Bolívia para darmos a saída do carro e a nossa na Imigração boliviana. Isso, porque quando atravessamos a fronteira, não havia mais ninguém. Posto deserto. Disseram que ficam lá até as 19h, depois só no dia seguinte.
Em Puerto Quijaro, realizamos as operações legais e fomos almoçar em um restaurante brasileiro com sotaque de boliviano do Paraguai. As cholas sumiram e com elas o encanto dos Aymarás.
Saímos por volta das duas da tarde para a estrada e encaramos o retorno pela Transpantaneira com destino a Campo Grande – capital do Mato Grosso do Sul. A estrada é boa e a paisagem pantaneira encanta com sua fauna cruzando a pista e uma flora exuberante. A parte mais cara da viagem no Brasil é essa! Miranda aparece como a Capital do Tudo Caro! O diesel chega a R$ 2,40 e uma coca de 600 ml bate 4 reais!! Cortamos Campo Grande e esticamos para Ribas do Rio Pardo onde pernoitamos com conforto hum hotelzinho simpático de beira de estrada!! Amanhã vamos entrar nas Minas Gerais, UAI!!!

Estrada do Pó Vermelho, entre Santa Cruz e San Jose de Chiquitos - foto: Victor Vargas

60º dia – quarta – dia 07 – Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) / Corumbá (MS)
Acordamos e fizemos um desayuno tipicamente boliviano – cambiamos uma plata no Bimodal e traçamos uma saída já sabendo que o trânsito na Estrada do Pó estava fluindo com tranqüilidade. Coisa de boliviano – na saída de Santa Cruz encontramos uma ponte fechada para manutenção e passamos cerca de três horas aguardando a liberação. A nossa meta era cortar a Estrada do Pó até San José de Chiquitos antes do anoitecer!
Encontro e amizade nordestina no meio da poeira - foto: Victor Vargas
No meio da poeira conhecemos o casal Pe. Filadelfo de Garanhuns e sua esposa, uma paraibana de Pombal. Morando na região há dezoito anos, o casal nos falou de hotelaria e um SPA que está sendo contruído em plena floresta do Chaco Boliviano – a região é bonita e inóspita!!
Flagrante do vôo na estrada - foto: Victor Vargas
Entramos em Roboré para abastecer e encontramos – pasmem – o Trem da Morte na sua parada de jantar – comemos uns pasteizinhos de queso calentitos, abastecemos e seguimos viagem – agora no asfalto de categoria até Corumbá = chegamos por volta das duas da matina e dormimos dentro de um caldeirão – a Capital do Pantanal é quente e ferve durante o verão!! Dia pesado de trombadas com bolivianos - o presidente deles havia acabado de baixar uma lei para estrangeiro pagar quase o triplo no preço do combustível - e muito pó vermelho empestiando a nossa bagagem!! Chegamos inteiros e cansados no Brasil!!!
Nota da Mama de Pitchu Pitchu - Pense num alívio em termos saído dali... A natureza na Bolívia é linda mas a falta de estrutura estraga o país... Ainda bem que, de nós três, Pitchu Pitchu pareceu a menos incomodada com tanto primitivismo! Eu, que gosto de tudo organizado, funcionando, pessoas respeitando os direitos das outras, comemorei e muito a volta ao Brasil. Fala sério, não tem lugar melhor do que o nosso próprio país, a despeito da violência e da desigualdade social.



Chola na travessia da fronteira entre Peru e Bolívia - foto: Victor Vargas

59º dia – terça – dia 06 – Cochabamba / Santa Cruz de La Sierra (Bolívia)
Acordamos para um desayuno continental e começamos a descer a Cordilheira Oriental por volta das duas da tarde. O primeiro bloqueio na estrada nos assustou! Alguns caminhoneiros estavam pernoitados numa longa fila – na realidade, as chuvas haviam causado um deslizamento de terra e o trânsito estava parado há quase dois dias.



O deslizamento de terra bloqueou a estrada na saída de Cochabamba para Santa Cruz e provocou um engarrafamento de dois dias - foto: Victor Vargas

Saímos furando a filha com a prerrogativa de PRENSA INTERNACIONAL e chegamos até o local do deslizamento. Por obra da generosidade de um oficial boliviano, conseguimos cortar uma longa e quilométrica fila de angustiados e sofridos caminhões, bus e vans e conseguimos chegar a Santa Cruz de la Sierra por volta da meia-noite. Cansados e famintos, fomos dormir em um hotel perto da Bimodal Estação Ferroviária e de Bus da cidade que odeia Evo e briga por emancipação. Comentamos que ali nem parece que é Bolívia – o frio acabou e as cholas sumiram das ruas – a mistura é estranha – adormecemos com a esperança de sucesso no trecho mais perigoso da Expedição – sabíamos que encararíamos de novo a Estrada do Pó Vermelho!!! Que venha o pior – se é que a barra do deslizamento de terra já nos havia brindado com cenas de terror e sofrimento de um povo forte e carente de infra-estrutura!!!




O Titicaca com os Picos Nevados - foto: Victor Vargas






Titicaca, chegando em Copacabana/Bolívia - foto: Victor Vargas




No Titicaca, criatório de trutas - foto: Victor Vargas




Para dor de cabeça, hojas de coca - foto: Victor Vargas

Entrando em Puno - foto: Victor Vargas

58º dia – segunda – dia 05 – Puno / Cochabamba (Bolívia)
Acordamos cedo e não imaginávamos que iríamos bater o nosso próprio recorde de estrada. A princípio, a meta seria apenas entrar na Bolívia, fazer compras em Copacabana e dormir em La Paz. Chegamos na hora do almoço na fronteira, depois de passar toda a manhã margeando o fantástico Lago Titicaca – atravessamos a fronteira do Peru sem problemas! Na Bolívia esperamos cerca de duas horas para passar na Aduana – pulamos todas as fogueiras e ficamos totalmente legalizados para cortar a velha e boa Bolívia. Nada pra ninguém – toda a documentação tinindo!!!

Como há centenas de anos, pueblocito em Puno - foto: Victor Vargas
Em Copacabana almoçamos uma trutcha de cativeiro e fizemos umas comprinhas básicas na loja do amigo César! Simpatia, água geladinha, bons preços e produtos bacanas. Saímos e fomos para o Estreito de Tiquina atravessar o Titicaca com destino à capital La Paz!! As paisagens às margens do Lago encantam e nos deixam a certeza que estamos atravessando um pedaço especial do planeta!! Chegamos em La Paz e resolvemos avançar para Cochabamba! Entramos na capital da Bolívia e começamos a cortar o Altiplano por volta das dez da noite com vontade de chegar!! O cansaço e a vontade de dormir eram grandes mas, para descansar, só duas opções: dormir em alojamientos de beira de estrada (não recomendo a ninguém!) ou dormir no carro. Com bebê, nenhuma das duas seria aceitável. De modo que tocamos em frente. Entramos em Cochabamba por volta das três e meia da matina e fomos descansar em um hotel no centro da cidade!! Estamos todos bem!! Dispostos e com vontade de chegar!!!