sábado, 29 de novembro de 2008


Centro de La Paz (foto: Victor Vargas)

18º dia – quarta – dia 26 – La Paz (Capital do Executivo boliviano – casa do Evo) a Puno (Capital do Folclore Peruano e do Lago Titicaca) 297 Kms
Despertamos e saímos para cambiar La Plata e fazer umas comprinhas com os precinhos que só os bolivianos têm. Guando começamos a caminhar o cansaço das alturas e o mal estar do soroche nos atacaram e ficamos apenas na área central da cidade com muitas dificuldades para locomoção – cambiamos e retornamos de táxi para o hotel. Ficamos contentes de rever a Nissan depois de um descanso num parqueo próximo ao hotel. Tentaram mais uma vez, na velha sugesta, aumentar os preços combinados. A conversa com o pessoal requer muita diplomacia e firmeza no objetivo de não ser roubado descaradamente.
A saída de La Paz quer dizer sair do Altiplano Boliviano e dar de cara com o Lago Titicaca – maior em volume d’água e extensão do planeta – veja no mapa a sua grandiosidade e divisor de águas da Bolívia com o Peru. Os picos nevados e o insólito cerrado altiplano boliviano ficam na transformação da paisagem com a chegada ao Lago e a cidade Copacabana – santuário boliviano e historicamente dito inspirador da Copacabana do Rio de Janeiro. A distância é curta mas o lago fascina com suas curvas e subidas encantadoras. Pense num lago monstruoso situado acima dos 4 mil metros de altitude. Maravilha e império das trutas!!!
Passamos por Copacabana, visitamos o santuário, amigos e rumamos para a fronteira com o Perú (em espanhol, é com acento agudo mesmo)! E agora? Como vamos passar? O que vai acontecer? Pois bem! Fomos entrando devagarzinho e fomos barrados pelo exército boliviano. Nascemos de novo! Primeiro o exército nos dispensou de qualquer problema, depois a migração queria uma grana de 200 dólares para regularizar a nossa situação de clandestinidade na Bolívia, poderiam ter cancelado a seqüência da viagem – ficou tudo por 50 dólares, ainda bem!! E o final da história – Aduana fronteiriça de Kasani – o que fazer – teríamos de ficar presos com o carro imexível até segunda ordem – depois de muitas ligações e apelos, pasmem! O diretor - muito atencioso e gentil - nos mandou atravessar a fronteira e garantimos mais atenção nas aduanas – nunca mais entro num país sem me apresentar – mesmo que seja a maravilhosa Bolívia – agradecemos às forças que nos acompanham e entramos no Peru.

Outras fogueiras à vista – primeiro um seguro do Paraguai, depois o passaporte de Pitchu Pitchu – estava vencido!!!!
Pulamos todas essas fogueiras, saímos de mansinho e rodamos mais 120 kilômetros margeando o Titicaca até chegar a Puno e nos hospedar, por obra do Arequipa, num maravilhoso e novinho hotel. Pense num dia desgastante!! Comemoramos com cerveja preta e uísque do bom! Agradecemos profundamente o fato de estarmos vivos e num bom hotel com todo o conforto! Pitchu Pitchu dormiu bem e não deu bola pra altitude de Puno – 3.850 metros acima do nível do mar às margens do Titicaca Peruano!! Dia inesquecível!!!

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